quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bela ironia


Amou.
A menininha amou
como uma doce criança.
Chorou, soluçou
ao cair no chão.
O amor era lindo
como uma
roseira formosa.
Até o dia em que
a menininha se feriu
ao colher uma rosa.



- Bárbara Baracho
Inteira


Tão longa foi a minha espera
e você não veio...
Agora meu inútil vazio
logo ficou cheio
A solidão me apresentou a dor
e junto a ela eu andei
Me avisou pra viver sempre inteira
Nada de meio, metade ou quase
Agora, às 3 da matina
estou feliz e embriagada de
tristeza e melancolia
Vivo inteira a minha dor,
meu desespero e o meu pavor
Ei, você!
Se quiseres... Te sirvo um
coquetel das minhas lágrimas!



- Bárbara Baracho
À beira de um ataque

Eu o odeio!

Ele me tira do sério
Me afoga em suas risadas
Me suspende no ar
Me deixa à beira de um
ataque cardíaco
E eu até pareço ter a
doença de Parkinson
de tanto que tremo!
Eu o odeio porque ele
tira de mim
o meu bem precioso.
Vem com seu jeitinho,
bem devagarinho...
E eu logo começo
a perder o controle
da minha solidão...


- Bárbara Baracho