Fixamente a moça o mirava... E a cada suspiro sua sobridez esvaía-se. Vieram-lhe lágrimas aos olhos e percorreram um triste caminho até os lábios. O moço, muito bondoso, enchugou-as com o toque de sua boca.
Durante eternos minutos se abraçaram. Ela não podia esquecer o cheiro da sua fantasia real! Ele a apertava pela cintura e a machucava docemente com sua barba. Os suspiros quase silenciosos perturbavam... Mas ninguém dizia nada. Eram lágrimas, beijos, apertos, suspiros, olhos, barba, nuca, mãos, unhas... E aquele qualquer coisa sem sentido, sem nome, sem endereço, sem intenção.
Era vontade de amar! De dar colo, de fazer cafuné..!
Era vontade de sexo! De cheiro, de gosto...
Do gosto do gozo
do gozo maldoso
do gozo no corpo
do gosto do corpo
do corpo gostoso
do amor mentiroso.
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