quarta-feira, 24 de março de 2010

O Balanço

Arregalei os olhos
E a vi pertindo
A sensação foi tão boa
Que fechei e abri devagarinho

Quis beijar, abraçar, namorar
Quis agarrar e roubar só pra mim
Quis descobrir seu cheiro, seu toque, que desespero!
E ela me fitava sem reação alguma

Ô sonho impossível
Doce sonhe sofrido
Ilusão cheia de grito
E o grito cheio de imaginação

Agora só me resta dormir
Confiante de que ela amanhã estará aqui
E talvez eu possa em seus braços ninar

Mas talvez amanhã ela me assombre
Grande e cheia de fome
Me engolindo feito um animal

Não faz mal
Eu adoro esse sonho
Pois tudo fica bisonho
Quando eu durmo no balanço da lua

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